domingo, 14 de dezembro de 2008

Este encontro aconteceu no MSC Sinfonia ...onde estavam apenas 4500 pessoas entre passageiros e tripulanles.

Conto de fada

Foi com grande emoção que encontrei uma garotinha, minha vizinha no bairro do Meyer, após quarenta anos em uma viagem de férias.
Incrível como ela me reconheceu e se apresentou, descortinando a minha juventude de uma forma abrupta, levando-me as lagrimas.
Eu havia enterrado também essa parte feliz da minha vida sob uma pedra de cristal, que algumas vezes sob o sol de minhas lembranças mais alegres, refletia as imagens das festas onde dançávamos rock and roll ou twist, nas tardes de domingo dos anos 60/70.
A paixão pelos discos 78 ou long plays de Roberto Carlos embalavam os nossos romances mais pueris.
Quando falo nossas, refiro-me a todo o grupo que freqüentavam a casa da família Maranhão. Os amigos de marechal Hermes que se deslocavam para as festas. As idas as praias de Ipanema ou no Posto 6 em Copacabana, sempre de ônibus, as vezes de bonde.
E os natais! Talvez os meus melhores natais com salada de frutas, ponche e cuba libre.
Éramos muito alegres e cheios de esperança, queríamos ser grandes profissionais, médicos, engenheiros, biólogos ou historiadores, pensávamos em mudar o mundo, criar novos conceitos, alterar as leis.
A vida se encarregou de me afastar desse grupo, as saudades, as lembranças me faziam prometer colocar um recado em qualquer comunidade de Orkut, possivelmente com o titulo: Sonhadores do Meyer, mais isso nunca aconteceu.
Sem explicação razoável, encontro um membro da família Maranhão. A curiosidade me faz perguntar sobre tudo e sobre todos. Um sentimento misto de alegria, tristeza, pesar invade o meu coração, todos se formaram, todos .casaram, descasaram, foram felizes e infelizes varias vezes ........assim como eu.
A cortina foi fechada bruscamente, pude perceber que na juventude os contos de fada embalavam as nossas vidas, mas não éramos príncipes nem princesas e por isso não fomos felizes para sempre.
Mas este encontro me deixou com uma sensação de vitoria. Venci, conquistei muitas batalhas internas e externas. Sou feliz como aos 18 anos, isso eu posso sentir e falar para as minhas filhas, bem como agradecer aos membros família Maranhão presentes e ausentes.
Agradeço a Deus por este feliz encontro.

2 comentários:

Rita Elisa Seda disse...

Ai...ai...ai... ponche e cuba libre. Natal assim só na nossa época!Êta coisa boa. Parabéns pelo texto. Você é ótima. Escreva sempre. Beijos e feliz Natal.

Blog de Releitura disse...
Este comentário foi removido pelo autor.